Governo de Roraima anuncia vacinação de 92% do rebanho contra aftosa

Roraima está prestes a alcançar a meta de vacinar 100% de seu rebanho bovino contra a febre aftosa, ficando, assim, livre da doença. Isso deverá acontecer já na próxima campanha, no mês de outubro.
A meta estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é alcançar 100% do rebanho brasileiro com a vacina contra a doença ao longo deste ano de 2010. Somente os estados de Roraima e Amapá ainda estão inadimplentes.
Na última campanha, realizada no mês de abril deste ano, foram vacinadas 606 mil cabeças das 665.500 que, estimadamente, formam o rebanho do Estado. O número de cabeças de gado imunizadas representa 92% do total do rebanho roraimense.
Em atenção ao que determina a legislação que rege a atividade, os pecuaristas registraram na Aderr a vacinação de 565 mil cabeças. O recorde de vacinação representa um aumento de 8% em relação ao resultado obtido na campanha de outubro de 2009, quando foi feita a imunização de 583 mil cabeças, e registradas na Aderr 482 mil cabeças.
Área indígena
Tão logo se encerrou a campanha de abril, equipes de técnicos da Aderr passaram a visitar as propriedades que deixaram de fazer o registro da vacinação. Os municípios que abrigam terra indígena, como Uiramutã, Normandia e Pacaraima, foram os que menos vacinaram seu gado.
Para o coordenador do Programa de Brucelose e Tuberculose da Aderr, José Antônio Villac de Faria, esse fenômeno tem uma explicação lógica. É que até o ano de 2009, a vacinação do gado nessas regiões ficava sob a responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Já neste ano de 2010, a Funai ficou de fora do processo e os criadores indígenas não tiveram a iniciativa de cumprir as normas legais sobre a vacinação do rebanho.
Nesses três municípios, a cobertura vacinal do gado ficou entre 24% e 60%. “Os tuxauas têm procurado a Agência e estão vacinando o gado por conta própria”, afirma do coordenador.
GTA
A diretora da Aderr, Rosirayna Remor, lembra que o registro da vacinação na Agência é ato de primordial importância, pois permite qualquer movimentação do rebanho, por meio da emissão da guia de transporte animal (GTA). “Essa guia só é emitida se o produtor tiver realizado o registro da vacinação dentro do prazo estabelecido”, declarou.
Os pecuaristas que perderam o prazo de vacinação (até 30 de abril) deverão pagar multa no valor de R$ 51,92 por animal, no caso de reincidência. Se não forem reincidentes, recebem apenas uma advertência e podem pegar na Agência a autorização para adquirir a vacina. Ainda existe hoje um estoque de 41 mil vacinas à venda.
Os que efetivamente vacinaram e não registraram a prática dentro do prazo estabelecido (17 de maio), no caso de reincidência, ficam sujeitos ao pagamento da multa no valor de R$ 20,77 por animal.
Barreira Sanitária
“Ao alcançar os 100% do rebanho vacinado, o Brasil estará quebrando uma das barreiras sanitárias que impedem a comercialização da carne e derivados com outros países consumidores” afirma Villac de Faria.
O trabalho da Agência de Defesa visa a erradicação da febre aftosa. Alcançado esse objetivo, o status sanitário de Roraima, que é de alto risco para a doença, será mudado para médio risco.
“Essa conquista não pode ser alcançada apenas com o trabalho do Governo do Estado, mas depende também do empenho dos organismos federais, das prefeituras e, principalmente do setor produtivo”, assegura o governador José de Anchieta.
“Vencido o obstáculo da aftosa, o empenho do Estado estará voltado para a erradicação da tuberculose e a brucelose”, afirma o coordenador Villac de Faria. Enquanto a aftosa atinge apenas o rebanho, essas duas doenças afetam diretamente o ser humano que consome a carne contaminada.
A última incidência de febre aftosa em Roraima aconteceu no ano de 2002, no Município de Caroebe, que hoje conta com um plantel da ordem de 45 mil cabeças.
Fonte:
BV News - Boa Vista
18/06/2010
Cresce participação de animais HB na Feicorte
Em sua segunda participação na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), que ocorre na capital paulista, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) começa a colher os resultados da iniciativa de divulgar e difundir ainda mais as duas raças nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.
Este ano, 41 animais entraram na pista do Centro dos Imigrantes para a exposição que somou pontos para o Ranking Nacional Hereford e Braford, na categoria argola. "Foi muito positiva nossa participação na Feicorte 2010, pois praticamente dobrou o número de animais expostos e triplicou o público que acompanhou os julgamentos das duas raças em relação ao ano passado", avalia Miguel Augusto Bitencourtt Barbará, Vice-Presidente de Promoção e Difusão das Raças Hereford e Braford, ressaltando a presença também de argentinos e uruguaios durante os julgamentos.
Barbará destaca ainda o equilíbrio observado na última fila de animais durante o o julgamento da raça Braford, onde cinco cabanhas disputaram o título de Grande Campeão e outras quatro o de Grande Campeã. Além disso, observa que houve muitos interessados em fazer negócios durante a feira. "Claro que são raças novas na Feicorte, os criadores da região ainda estão tendo um primeiro contato com elas, mas notamos um grande interesse por parte das centrais de inseminação artificial, que são os grandes difusores do nosso gado. Então, isso nos mostra que podemos oferecer uma contribuição muito grande nos programas de cruzamento industrial", acrescenta.
Ele reforça que isso deve se refletir numa participação maior ainda de animais e de expositores na Feicorte 2011, onde os negócios devem se efetivar com mais facilidade. "Plantamos as primeiras sementes no ano passado e já observamos que houve crescimento. Com certeza, são raças que vão se firmar", completa Barbará. As informações são de assessoria de imprensa.
Fonte: Agrolink
18/06/2010
Carne bovina: MPF aperta o cerco
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Preços agropecuários: maio encerra com alta de 8,66%
Boi: Menor oferta segue sustentando cotações
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