Preços agropecuários: maio encerra com alta de 8,66%

O IqPR - Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista encerrou o mês de Maio com variação positiva de 8,66%, afirmam José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti, pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola - IEA/Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Para a variação dos índices acumulados nos últimos 12 meses, os resultados mostram expressivas variações positivas para o IqPR de 29,76%. Os produtos que registraram as maiores altas foram: laranja para indústria (68,80%), feijão (24,64%), cana-de-açúcar (11,34%), amendoim (9,05%) e leite tipo C (5,52%).

Na laranja para indústria, os preços vêem sendo impulsionados pelos elevados valores alcançados pela laranja de mesa. Os preços da laranja para mesa chegaram a ser 41,1% maiores que os da laranja para indústria, estimulando a seleção das melhores frutas na esteira das usinas, e permitindo à agroindústria ocupar espaço no mercado de mesa, impulsionando os preços nesse mercado para baixo. A tendência é de redução dessa diferença de preços.

Os preços recebidos pelos produtores paulistas de feijão continuam em alta e a escalada deve prosseguir até que novas safras ofertem produto em patamares compatíveis com a procura.

No caso do amendoim, a seqüência dos preços mais altos deriva dos impactos da redução de 22,9% da safra nacional e diminuição de quase 25% da área plantada da safra das águas, devido principalmente à menor disponibilidade das áreas de renovação de canaviais. Para os leites B e C a redução na produção, em virtude da diminuição da qualidade dos pastos, clima mais seco e temperaturas baixas, continua impulsionando a alta de preços.

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços no período foram: banana nanica (16,32%), tomate para mesa (11,75%), laranja para mesa (6,97%), algodão (3,81%) e carne de bovina (1,73%)

A continuidade da queda do preço do tomate reflete a entrada dos novos plantios. Os altos preços do início de março estimularam a ampliação da produção levando, na gangorra de preços, a novo ciclo de queda acentuada de preços. No caso da banana, o recuo dos preços decorre do início da normalização dos fluxos e da resistência dos consumidores que passaram a comprar menos dessa fruta em função da conjunção de preços altos para frutos de qualidade inferior.

Na laranja de mesa, a queda de preço é devida a redução do consumo de sucos naturais e à pressão da entrada de outras frutas para consumo direto, tais como tangerina, maçã e caqui.

Em relação ao mesmo período de 2009, nota-se que os preços agropecuários mostram comportamentos distintos. Nos grãos, as commodities internacionais mostram queda: soja (27,26%), trigo (25,81%) e milho (17,65%), derivada não apenas da oferta das principais nações produtoras, mas também da estagnação da demanda com a redução das compras européias (ainda em crise financeira) e expectativas de menores compras chinesas de produtos brasileiros.

Essa mesma situação impacta outro relevante produto da pauta de exportações, representada pela carne de frango (-12,95%) que pela queda dos preços internos dessa proteína carrega os preços do ovo (-8,51%). Similar comportamento do mercado internacional afeta os preços do arroz, produto que o Brasil importa, com reflexo nos preços internos (-4,66%).

Das demais mercadorias importantes na pauta das exportações brasileiras, a cana-de-açúcar continua seu movimento ascendente (+30,56%) sendo que na carne bovina há repetição dos patamares do ano anterior (+0,91%).

Nos demais produtos a realidade consiste de elevações expressivas em relação a 2009, com maior expressão para o feijão (92,29%) e o amendoim (81,32%). Também tiveram altas elevadas o tomate para mesa (42,55%), a carne suína (32,51%), o algodão (31,90%), a laranja de mesa (29,20%), o leite C (16,29%), o leite B (13,57%), o café (7,81%) e a banana nanica (7,05%). Em todos eles os preços em 2009 estiveram muito baixos, o que para a maioria dos produtos, em especial nos de safra anual, houve considerável redução do plantio e da oferta.

Fonte: ABN - Agência Brasileira de Notícias

04/06/2010


Boi: Menor oferta segue sustentando cotações

Os preços do boi gordo seguiram firmes nos últimos dias na maioria das regiões pesquisadas pelo Cepea, ainda sustentados pela baixa oferta. Entre 27 de maio e 2 de junho, o Indicador do boi gordo BM&FBovespa subiu 0,27%, fechando a R$ 81,83. De modo geral, agentes consultados pelo Cepea seguem atentos ao andamento das escalas e ao ritmo das vendas de carne no mercado atacadista. Do lado da oferta, o clima mais frio e o menor número de compradores no mercado de boi, fatores que poderiam aumentar a oferta de boi gordo, até o momento não pressionaram o mercado. Pelo contrário, as cotações voltaram a subir.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

04/06/2010


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